quinta-feira, 5 de julho de 2012

IBM desenvolveu o supercomputador mais potente do mundo



São Paulo - O supercomputador mais potente criado até hoje foi desenvolvido pela IBM, segundo a 39ª edição do ranking feito pela Top500, organização que lista os computadores mais potentes do mundo.
O supercomputador apelidado de Sequoia equipa o departamento de energia do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, na Califórnia. Desde 2009, os Estados Unidos não ocupavam a primeira posição na lista.

O Sequoia atingiu 16,324 petaflops no teste de desempenho usando 1.572.864 núcleos. Ainda de acordo com a organização responsável pela lista, este é também o supercomputador com o melhor sistema de gestão de energia.
Já o K computer, que ocupou a primeira posição da lista Top500 de novembro de 2011, desta vez ficou em segundo lugar. O supercomputador atingiu 10.51 petaflops no teste de desempenho usando 705.024 núcleos.
A lista dos 100 supercomputadores mais potentes mostra o Brasil nas posições 68ª e 79ª com os computadores Grifo04 e Tup, respectivamente.
A lista da Top500 é atualizada semestralmente e está no site da organização. Veja abaixo as 10 primeiras posições:



Posição País Nome/Configuração Cores
1 Estados Unidos Sequoia - BlueGene/Q, Power BQC 16C 1.60 GHz 1.572.864
2 Japão K computer, SPARC64 VIIIfx 2.0GHz, Tofu interconnect 705.024
3 Estados Unidos Mira - BlueGene/Q, Power BQC 16C 1.60GHz 786.432
4 Alemanha SuperMUC - iDataPlex DX360M4, Xeon E5-2680 8C 2.70GHz 147.456
5 China Tianhe-1A - NUDT YH MPP, Xeon X5670 6C 2.93 GHz, NVIDIA 2050 186.368
6 Estados Unidos Jaguar - Cray XK6, Opteron 6274 16C 2.200GHz, Cray Gemini interconnect, NVIDIA 2090 298.592
7 Itália Fermi - BlueGene/Q, Power BQC 16C 1.60GHz 163.840
8 Alemanha JuQUEEN - BlueGene/Q, Power BQC 16C 1.60GHz 131.072
9 França Curie thin nodes - Bullx B510, Xeon E5-2680 8C 2.700GHz, Infiniband QDR 77.184
10 China Nebulae - Dawning TC3600 Blade System, Xeon X5650 6C 2.66GHz, Infiniband QDR, NVIDIA 2050 120.640

Serviço consulta situação de cheques


 
Acima, captura de tela do Cheque Fácil: serviço descobre até se o o cheque é roubado
São Paulo – Um serviço gratuito na internet, chamado Cheque Legal, consulta a situação dos cheques emitidos por pessoas físicas e jurídicas.

Desenvolvido pela FEBRABAN, entidade que representa os bancos, o serviço é disponível para qualquer pessoa no endereço www.chequelegal.com.br/. Ao ser usado, ele é capaz de informar se o cheque está bloqueado, revogado, se é furtado, roubado ou sustado.
Ainda dá para saber se o cheque foi bloqueado pelo banco, cancelado, extraviado ou destruído. Até informações jurídicas o Cheque Legal checa: por exemplo, dá pra descobrir se o cheque está em bloqueio judicial.

Ao acessá-lo, o usuário deve preencher quatro campos com dados que estão na folha  do cheque, mais o CPF. O interessante é que a ferramenta é intuitiva e mostra, na tela do computador, como as informações podem ser localizadas.

Após preencher os dados, o Cheque Legal consulta um banco de dados da própria FEBRABAN e mostra o resultado: se o cheque for "legal" vai aparecer na tela uma seta verde indicando que ele está sem nenhum problema. Já o X vermelho indica problema e quais são as causas.
Segundo a entidade, o serviço foi idealizado para facilitar os negócios entre consumidor e comerciante e, também, atender a resolução nº 3.972 do Banco Central. O Cheque Legal , diz a FEBRABAN, não verifica se o emitente do cheque tem fundos no banco e nem a situação do emissor nos órgãos de proteção ao crédito.

Smartphones ganham participação no setor aéreo



São Paulo - A comunicação entre os clientes e as empresas aéreas será feita principalmente por meio de smartphones e tablets, de acordo com uma pesquisa feita pela Sita, especializada em comunicação e infraestrutura de TI para o setor de transporte aéreo.
A Sita apresentou o relatório chamado Air Transport IT Trends Hub durante um evento da empresa em junho de 2012 e afirmou que os serviços de atendimento ao cliente e a venda de passagens ocorrerão predominantemente por meio de smartphones e websites até 2015.

Cerca de 90% dos entrevistados disseram que o telefone será responsável pela maioria dos atendimentos. Já o cartão de embarque gerado eletronicamente é o recurso preferido de 71% das pessoas que participaram do estudo. A Sita diz que a porcentagem de passageiros que desejaram usar este recurso em 2010 era de 37%.
Além de avaliar a tendência da mobilidade no setor aéreo, a pesquisa mostra que as empresas deste ramo planejam manter a mesma infraestrutura de TI ou até mesmo diminuir os investimentos em tecnologia.
Em 2011, 66% das corporações investiram mais em TI. Outras 11% destinaram a mesma quantia do ano anterior e outras 23% empresas diminuíram o investimento em Tecnologia da Informação.
Em 2013, o estudo prevê que 49% das corporações investirão uma quantia maior em TI, outras 29% manterão inalteradas estas porcentagens e outras 21% das empresas aéreas diminuirão os investimentos em Tecnologia da Informação.
A renovação de infraestrutura pode atingir diretamente os serviços de atendimento ao consumidor, rastreamento de bagagens e identificação e transporte das malas, de acordo com a Sita.

Falta de energia elétrica deixou o Instagram fora do ar


São Paulo - O Instagram afirmou que saiu do ar durante o último final de semana após uma forte tempestade interromper o fornecimento de energia elétrica dos seus fornecedores de serviços, entre eles a Amazon.

As tempestades ocorreram nos dias 29 e 30 de junho no estado de Virgínia, nos Estados Unidos, mesma região que concentra um data center da Amazon. Com isso, as aplicações hospedadas nos servidores da empresa não atualizaram as páginas dos usuários do Instagram. É possível acompanhar o desempenho dos serviços por meio de uma tabela divulgada no site da empresa.
De acordo com as páginas do Instagram no Twitter e Facebook, a tempestade deixou o serviço parcialmente fora do ar a partir da noite de sexta-feira (29).
Estima-se que o site de fotos ficou instável durante 12 horas. Apesar da pane, a empresa afirma que nenhuma imagem foi apagada.
O mau tempo afetou, além do Instagram, outros serviços como o Pinterest, Netflix e SocialFlow, um gerenciador de publicações em redes sociais.
Durante a pane, os usuários do Instagram ficaram sem os recursos para divulgar imagens, ler as atualizações e comentar as publicações dos amigos. Já os clientes do serviço de aluguel de filmes e seriados Netflix conseguiam apenas

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Google mostra linha do tempo sobre a história da internet


Apresentação está disponível em português. Foto: Google/TecMundo 

      Como parte de suas apresentações no Google I/O 2012, a gigante de Mountain View mostrou um site interativo para explicar quase toda a história da internet, dos naveadores e de tecnologias que permitiram a evolução dessa rede tão indispensável na atualidade.
Totalmente em português, a apresentação "A Evolução da web" é uma linha do tempo que sai de 1991, com o surgimento do protocolo HTTP, e vai até o surgimento dos navegadores que possibilitam o acesso a sites e aplicativos. Cada ponto mostra uma versão do aplicativo ou explicação sobre um feito da internet, seja a partir de imagens ou notícias (apenas em inglês).
Há ainda um gráfico alternativo que mostra o tráfego global da internet, apresentando os incríveis valores de compartilhamento de dados e algumas comparações que ajudam na compreensão dos fatos. Um exemplo? Só a média de 14,4 petabytes por mês, obtida em 2009, é o equivalente a uma torre de DVDs da Terra à Lua.
Para  ver a linha do tempo, basta clicar aqui.


Tablet da Microsoft falha durante demonstração


        A Microsoft tem se esforçado para tornar a apresentação de seus produtos mais descolada. Mas ainda assim esbarra em erros do passado.
A gafe da vez aconteceu durante a demonstração de seu tablet Surface.
Durante a demonstração do produto, o apresentador tenta abrir uma página no Internet Explorer e, para sua surpresa (aos 16 segundos do vídeo), nada acontece.
Percebendo a pane, o executivo segue em frente citando as características do produto. Mas a essa altura a falha já estava registrada e a caminho do YouTube.
E aí, o que vocês acharam? A Microsoft acertou em incluir um teclado físico ao Surface ou esse é mais um tablet que para entrar na fila de “fregueses” do iPad?

O mundo Linux dez anos atrás





Atualmente o Ubuntu virou sinônimo de Linux para máquinas caseiras, mas nem sempre foi assim. Há dez anos, várias distribuições do sistema operacional aberto lutavam pela preferência dos usuários. Em matéria publicada na edição 195, em junho de 2002,  a INFO fez um raio-x completo desse cenário, que vamos relembrar neste post.
A matéria citou os pontos fracos e fortes das distros. Conectiva, SuSE, Red Hat, Slackware, Debian, Mandrake e Caldera. Hoje em dia, algumas delas nem existem mais, outras foram vendidas para grandes corporações e outras continuam na batalha independente. Viaje no tempo agora e confira como foi a apresentação de cada uma delas dez anos atrás:




Conectiva Linux 8 (Conectiva)

Dona da única distribuição do Linux produzida no Brasil, a Conectiva tem a maior quantidade de programas e documentação em português. Como essa característica, por si só, não é suficiente, a Conectiva tratou de dotar sua distribuição de outros atrativos. Um deles é o programa de instalação, capaz de tornar bem menos árduo o trabalho para aqueles que se atrapalham com as linhas de comando. Um utilitário importante nesse sentido é o apt-get, dedicado à verificação e atualização automática dos pacotes RPM (um padrão para instalação de programas criado pela Red Hat) usados para instalação de softwares.
Outra característica da Conectiva é manter as rotinas de configuração centralizadas e em modo gráfico. Assim, em muitas situações, não é necessário ficar editando manualmente os arquivos de configuração do sistema. A distribuição também apresenta uma lista de drivers de dispositivos genéricos, para o caso de o controlador específico não ser reconhecido pelo sistema. A distribuição da Conectiva foi inicialmente baseada na Red Hat, mas já adquiriu características próprias. Uma crítica que se faz a ela, assim como a outras distribuições que privilegiam a facilidade de uso, é que sua rotina de instalação atende melhor às necessidades de uma versão desktop do que às de um servidor. Profissionais com conhecimentos avançados de Linux muitas vezes preferem trabalhar com uma distribuição menos amigável, porém mais flexível, como Debian ou Slackware.


Red Hat Linux 7.3 (Red Hat)

Primeira empresa a distribuir o Linux mundialmente, a Red Hat, com sede nos Estados Unidos, continua sendo a distribuição mais popular no mundo. Tem características que permitem fácil instalação e configuração, tarefas feitas com o auxílio de menus. A Red Hat apresenta amplo suporte a dispositivos de hardware. Traz as últimas versões das interfaces gráficas Gnome e KDE, com o gerenciador de arquivos e navegador Nautilus. Também tem o sistema de arquivos Ext3, com recursos de tolerância a falhas.
Essa distribuição é homologada pela Oracle, o que a torna popular no mundo corporativo. Para os desenvolvedores de programas que não pertencem originalmente ao mundo Linux, é também a principal referência. Outro destaque do Red Hat Linux é a facilidade de configuração por meio de menus, muito louvável para uso em estações.


Mandrake 8.2 (Mandrake)

Criado em 1998 na França, o Mandrake é uma distribuição do Linux fácil de usar tanto para PCs como para servidores. Seus três CDs trazem 2,3 mil aplicativos. Um dos seus destaques é o Mandrake Control Center, um painel de controle que centraliza muitas operações de configuração. O gerenciamento da segurança é facilitado pela existência de vários níveis de acesso pré-configurados. O usuário ou administrador pode facilmente fazer um ajuste simplificado de segurança escolhendo o nível desejado.


SuSE Linux 8 (SuSE)

Quem optar pelo SuSE Linux irá encontrar soluções de intranet e internet, além de ferramentas para servidores da web, servidores proxy, aplicativos de correio e notícias do Linux. O sistema também pode ser usado como servidor de arquivos e de impressão, e para aplicações de bancos de dados complexos. Com o suporte a dispositivos não formatados e endereçamento de memória de 4 GB, é muito eficiente nas aplicações de bancos de dados.
O SuSE integra a instalação dos aplicativos à do sistema. O utilitário de administração Yast, agora em versão gráfica, assume desde as tarefas mais simples, como a criação de usuários, até as configurações de rede. Para completar, o SuSE traz a ferramenta Alice (Automatic Linux Installer and Configuration Environment), que permite o gerenciamento da configuração dos micros de uma rede.
Um tipo de usuário, em especial, tem motivos de sobra para conferir o SuSE Linux: o que trabalha com gravação e edição profissional de som. O SuSE configura até oito placas de som simultaneamente e suporta o padrão Midi para conexão de instrumentos musicais. O software é fácil de instalar, configurar e utilizar. É uma boa opção para usuários com poucos conhecimentos de Linux.


Debian 2.2 (Debian.org)

A Debian é a distribuição do Linux preferida por usuários avançados, programadores e militantes do software livre. Ela não é a mais fácil de instalar, mas é muito flexível e contém apenas software livre. É considerada, também, a distribuição que mais atenção dá à segurança. Suas configurações padronizadas procuram evitar que o administrador, inadvertidamente, deixe pontos do servidor vulneráveis a invasões. O Debian exige, por exemplo, que o administrador configure manualmente a abertura das portas 23 e 110, enquanto algumas outras distribuições deixam essas portas abertas por padrão, expondo o servidor a riscos desnecessários. O preço dessa cautela e do total controle sobre a instalação é a obrigatoriedade de trabalhar com ferramentas complexas, voltadas para especialistas. Não é uma distribuição para iniciantes.



Slackware 8 (Slackware)

A Slackware é, ao lado da Debian, uma das distribuições mais ortodoxas do Linux. Lançada em 1993, ela é também uma das mais antigas. O líder do projeto, Patrick Volkerding, diz que ela tenta equilibrar facilidade de uso com simplicidade e flexibilidade. Inclui os aplicativos mais populares, mas mantém um sabor tradicional. Na prática, é uma distribuição para especialistas. Ela não tem instalador gráfico e não é fácil colocá-la em funcionamento. Nas mãos de quem conhece o Linux a fundo, a Slackware permite uma ampla variedade de configurações personalizadas. É uma distribuição muito adequada para quem quer rodar o Linux em máquinas antigas, já que ela é pouco exigente quanto à configuração de hardware.


OpenLinux 3.1 (Caldera)

O Caldera OpenLinux vem ganhando espaço nos últimos anos por apresentar uma distribuição enxuta e 100% profissional, voltada para o uso em empresas. Ele é fornecido em três versões: OpenLinux64, OpenLinux Server e OpenLinux Workstation. A instalação é feita a partir do instalador gráfico Lizard. O instalador prepara e configura o programa com o mínimo de intervenção do usuário. São apenas dois modos de instalação: Standart e Expert. No Standart, o Lizard fará uma configuração de um servidor com todos os serviços necessários como servidor de arquivos, de impressão, de FTP, servidor web e de correio eletrônico. O modo de instalação Expert deve ser usado para configurar funções específicas do servidor. Ela permite a escolha dos serviços a ser instalados poupando assim tempo de configuração pós-instalação. O instalador deixa disponível ao usuário um jogo de paciência para se divertir enquanto o programa trabalha.
O Caldera OpenLinux vem acompanhado do WebMin. Ele é um gerenciador de sistema com acesso pela intranet. Permite organizar e configurar todos os programas do servidor. Com ele, você pode ajustar as características do sistema, criar e gerenciar os usuários e organizar os discos. Além disso, pode ajustar as configurações do servidor de web Apache, do Samba (programa que facilita o acesso dos clientes Windows ao servidor Linux) e do servidor de FTP, tudo em uma mesma interface.

ps. Meu primeiro Linux foi um Red Hat, que eu não consegui instalar direito. Depois passei pelo Mandrake e Debian até me apaixonar pelo Slack. Hoje em dia, tenho uma máquina com Ubuntu que uso só às vezes. E você? Qual foi o seu primeiro Linux?